Arquivo de Julho de 2009
40 anos da chegada do homem à lua e nós como estamos? (por Ricardo Mouta)
A chegada do homem à lua completa na data de hoje 40 anos, evento este que se projeta como um ícone da época na qual Estados Unidos e a extinta União Soviética polarizavam o planeta.
Não há muita empolgação em relação à data da parte de nós brasileiros, talvez pelo fato do feito ter sido realizado por norte-americanos ou porque até bem pouco tempo, sequer tínhamos um único representante no seleto time mundial dos astronautas/ cosmonautas, diferentemente do que ocorre no futebol. Talvez por isto, nossas conquistas futebolísticas sejam mais valorizadas.
Mas vamos com calma, não estou promovendo uma cruzada contra o futebol (ontem até assisti o primeiro tempo de Corinthians X Cruzeiro), nem tampouco pretendo que tenhamos mais um feriado por ocasião da lunissagem da Apollo 11.
Contudo, o impacto nos mais diversos campos do conhecimento, de novos materiais a alimentos desidratados, decorrentes da corrida espacial são inegáveis e a mim parece que não tenhamos consciência disto, parece-me também que somos acometidos de total falta de consciência do pujante parque tecno-industrial voltado para o setor aeroespacial localizado em São José do Campos - SP. Preocupa-me também o fato de continuarmos a ver o setor aeroespacial e alguns outros de alta tecnologia como algo distante e pertencente ao domínio da ficção científica.
Vejo-nos como um povo de baixa autoestima, reclamamos muito e fazemos quase nada para alterarmos o status quo…talvez quando DEUS desejar mudar esta situação…
Milagres acontecem, mas DEUS faz a parte dele e nós temos que fazer a nossa!
Viva a solda!!! Ricardo Mouta
Sem comentários »O futuro - Arco elétrico e FSW (por Ricardo Mouta)
Faz certo tempo que li um artigo da mídia especializada sobre o futuro para os processos de união, especificamente, a soldagem. O texto afirmava que muito embora ocorrerão avanços na área das ciências dos materiais, culminando em novos processos de união ou/e em aperfeiçoamento dos já existentes e das pressões decorrentes das preocupações ambientais, as quais se projetarão na intensificação das aplicações de processos menos poluentes, como p. ex: a soldagem à fricção, os processos de soldagem ao arco elétrico continuarão dominando o universo da soldagem. Isto ocorrerá devido a relação custo finceiro/ características técnicas.
Muito embora tais informações sejam decorrentes de uma projeção, a qual é suscetível a desvios, acredito que a supremacia dos processos ao arco elétrico, de fato, continuará a persistir.
Contudo, também será contundente o espaço que será ganho por processos como o friction stir welding (FSW)-soldagem por fricção com pinos. O motivo: excelente continuidade metálica das juntas soldadas, ou seja, ótima qualidade.
Tive a oportunidade de conhecer o FWS através do Ph.D. Antônio Ramirez do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) em 2006, na ocasião pude ver corpos de prova de juntas em ligas de alumínio e fiquei espantado com os resultados obtidos.
Em mercados “mais maduros”, o FSW já é utilizado em escala industrial, principalmente na união de não ferrosos, quanto aos aços, existem algumas considerações que ainda estão sendo respondidas pelos especialistas,mas, penso, que não serão suficientes para impedir sua utilização.
Para quem quiser saber mais há uma ampla literatura na internet sobre FSW.
Por ora, fiquemos por aqui.
Viva a solda!!!
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